Comentário do Barista

Parece chá mate adoçado, mas é café ! Se surpreenda com o sabor da variedade IPR 99

Café do Donizetti em Grãos I 250g

Norte Pioneiro - PR

R$ 29,20 para sócios Clube Veroo
R$ 32,45 para não sócios

Frete

Comentário do Barista

Parece chá mate adoçado, mas é café ! Se surpreenda com o sabor da variedade IPR 99

Ficha técnica

  • Região

    Norte Pioneiro-PR

  • Características

    Bebida limpa e muito equilibrada, com acidez suave e corpo aveludado. Notas sensoriais de açúcar mascavo e chá mate

  • Pontuação

    85 pontos

  • Variedade

    IPR 99

  • Altitude

    900 metros

  • Produtor

    Donizetti Soares

  • Harmonização

    Alfajor de Doce de Leite

  • Laudo SCA

    Ver Laudo

  • Aroma

    Doce e delicado


  • Sensorial

    Açúcar mascavo e chá mate


  • Retrogosto

    Finalização prolongada com notas de chá mate



Produtor

  • Donizetti Soares

    Sítio das Palmeiras

  • Donizetti Soares: fazer o que se ama não é fácil, mas é recompensador

    O café especial que chega a sua casa em fevereiro vem de São Jerônimo da Serra, município brasileiro do estado do Paraná – lugar de beleza surpreendente. Viajamos cerca de 500 km para conhecer a história do Donizetti Soares e sua família, que produziram esse café especial, e te digo que valeu muito a pena. Vem ver!

    Essa é uma história muito bonita, de esforço e superação de uma família com simplicidade e amor pelo que faz. Donizette Soares, produtor do mês, junto com seu filho Leandro e sua esposa – nos contou como foram parar em São Jerônimo da Serra, a fim de ter uma vida mais digna.

    A família Soares saiu de Londrina no ano de 2007 onde também trabalhavam com o café, mas em um modelo de trabalho em que eram prestadores de serviço contratados. Donizette queria ter seu próprio negócio, sua própria terra para trabalhar, e em São Jerônimo da Serra isso se realizou.

    Contudo, não foi simples nem fácil. A família conta como sofreram diversos preconceitos e até ameaças devido a maneira que encontraram para obter a própria terra e não ficar mais refém dos empregadores. Adquiriram sua terra de assentamento a partir da compra do direito de moradia concedido a outro morador local.

    As diferenças existentes entre eles e os outros moradores de assentamento – eles não participaram de ocupação de terra, por exemplo, foi o que causou tais ameaças. Mesmo assim, eles focaram no trabalho, e no sonho de mexer com café.

    Foi assustador para eles, mas era a única forma de ter uma terra própria. Foram rejeitados por não terem acampado na terra antes de se tornarem assentados, mas a família Soares conseguiu combater as ameaças e o preconceito com trabalho duro. Foi só quando as pessoas locais os perceberam como trabalhadores honestos e dignos, que pararam com implicância.

    Segundo Donizette: “não tem como brigar com gente trabalhadora, não é?”.

    E de fato, pudemos notar como essa família é querida e trabalhadora. Nos encantou conhecer a produção de pés de frutas, por exemplo, a variedade é enorme. Além do café especial, a família Soares construiu e aumentou a própria casa sozinhos. Eles também produzem lá mesmo tudo que consomem em termos de alimentos. Uma inspiração.

    Mas as dificuldades não vieram apenas da implicância de moradores locais. Leandro, filho de Donizette, conta que desde cedo percebia a dificuldade de trabalhar com café especial em uma terra como Paraná – segundo ele, a área do Paraná não tem a cultura desse grão valorizado, e padece da falta de investimento e maquinação.

    Foi em torno de 2011-2012 que a história começou a mudar. Leandro conta como entrou no mundo do café especial. Para ele, este universo era a chance de ganhar mais pelo seu trabalho, além de ser reconhecido por ele.

    Foi a partir de concursos e associações que avaliam o café especial, que eles puderam melhorar sua qualidade, capacitação e visibilidade. Para Leandro, o Paraná não tinha visibilidade para o ramo do café especial, pois sua terra é conhecida por proporcionar possibilidade de plantio variado, como pecuária e soja.

    O produtor conta que nesta época começou a pesquisar acerca do café especial com a finalidade de melhorar e aprimorar a qualidade da bebida e obter uma melhor renda para a família. Foi através de concursos de qualidade que o café especial ganhou notoriedade na região, além de ajudar os produtores a produzirem cada vez mais grãos de qualidade superior – tendo vários deles ganhado estes concursos.

    Estes concursos trouxeram muita gente de fora, como da Austrália, Colômbia, ganhando diversos adeptos, e com isso, deu mais espaço para a valorização da produção de café especial da região.

    Mesmo estas terras carecendo de investimento e falta de mecanização, isso não é compreendido por eles como algo exclusivamente ruim, mesmo que aumente as dificuldades do trabalho que exercem. Leandro toca em um ponto muito importante e que influência diretamente na qualidade do seu café especial: afirma que a qualidade de um produto feito de forma artesanal, familiar e cheio de carinho, por mais que trabalhoso, é o que agrega mais valor ao seu produto.

    A mensagem final que fica dessa história, se estende ao mundo dos cafés especiais. Nós da Veroo, a ouvimos como um incentivo à própria vida e suas dificuldades inerentes, veja só: para Leandro, fazer o que se ama não é fácil, mas recompensador, porque quando nos sujeitamos a fazer aquilo que amamos – que muitas vezes é o mais difícil a ser feito- temos a chance de ultrapassar todas as dificuldades em nome de um sonho. Ao final, olhando para trás, o que se vê são os ganhos. As dificuldades não apenas ficam para trás, como fazem os ganhos serem sentidos de maneira ainda mais intensa e recompensadora.

    Aproveite este café especial!

    Equipe Veroo


  • Informações gerais

    • Peso

      250 g/un

    • Altura

      21cm

    • Largura

      14cm

    • Profundidade

      3cm