Francisco Figueiredo

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Francisco Figueiredo

Santa Cruz


  • Nome da Fazenda

    Santa Cruz

  • Região

    Alta Mogiana

  • Estado

    São Paulo

História do produtor

Francisco Figueiredo: o trabalho de uma família

A curadoria do mês de fevereiro da Veroo se inicía hà 173 km da nossa torrefação. Na cidade de Caconde, interior de São Paulo, em meio às montanhas da Alta Mogiana, a 1.200 metros de altitude, está a Fazenda Santa Cruz. É ali que Francisco construiu seu legado ao lado de sua família

Uma paixão que começou desde menino

O café entrou na vida de Francisco ainda na infância. Aos 9 anos, acompanhava de perto o pai, que possuía um sítio e decidiu iniciar uma pequena plantação de café. Desde cedo, a rotina da roça, o cuidado com a terra e o tempo das colheitas passaram a fazer parte do seu dia a dia e do seu imaginário.

Com o passar dos anos, aquele contato virou desejo. O sonho de ter uma propriedade própria, foi crescendo junto dele.

Anos 90: o início do sonho

Já casado e pai de três filhos: Denis, Denilson e Wagner, Francisco deu um passo importante em meados dos anos 90: adquiriu uma propriedade e iniciou o plantio de café em sociedade com o cunhado. A produção, que, na época, já superava a escala do sítio do pai, foi crescendo com o tempo, assim como a vontade de ir além. Em 2005, os caminhos da sociedade se separaram. O cunhado, que não atuava diretamente no ramo cafeeiro, seguiu outro rumo. Francisco, por sua vez, decidiu continuar, agora ao lado dos filhos, já mais crescidos.

Da sociedade à família: o nascimento do Grupo 3F

Cada filho encontrou seu espaço dentro da propriedade, desenvolvendo habilidades próprias e assumindo responsabilidades. Mais do que trabalhar juntos, construíram um ambiente onde todos se sentiam seguros, confiantes e pertencentes.

A produção começou em uma região montanhosa, mas o desejo de expansão levou a família a adquirir uma nova área, mais plana, permitindo crescimento e melhor estrutura. Assim nasceu o que hoje conhecemos como Fazenda Santa Cruz, parte do Grupo 3F, um nome que carrega o peso e o orgulho de três gerações ligadas pelo café.

O que começou como agricultura familiar se transformou em uma empresa que gera empregos, movimenta a região e ultrapassa tudo o que Francisco imaginou lá atrás. Ainda assim, o propósito permanece o mesmo: ter um lugar onde a família possa crescer em união.

Se fortalecer faz parte do processo…

Nem sempre foi fácil. No início, Francisco precisou buscar trabalhos complementares para conseguir investir na lavoura. Foram anos de esforço, dificuldades e escolhas duras. Hoje, ele colhe os frutos desse caminho com a serenidade de quem sempre trabalhou por amor à terra, e não apenas por reconhecimento.

Mesmo com pouco estudo formal, Francisco se orgulha de ser um produtor atento à modernidade. Parou na 4ª série do ensino fundamental, mas nunca deixou de aprender. Valoriza tecnologia, inovação e tudo aquilo que possa melhorar os processos e a qualidade da produção.

“Ou você nada ou você afunda”, diz o filho Wagner, ao comentar sobre a importância do uso de tecnologias no campo.
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Desde a primeira propriedade, seus cafés já demonstravam excelente desempenho. O cuidado com o manejo, o entendimento do terroir e o acompanhamento do que cada processo entrega na xícara sempre fizeram parte da rotina. Assim, o interesse da família por cafés especiais cresceu junto com a produção, elevando o nível dos processos e da atenção aos detalhes como pilar central.

“Toda crise traz um benefício”, complementa Denis. “Ela tira a gente da comodidade e faz evoluir.”

Família, cuidado e café: a curadoria Veroo de fevereiro

A única maneira de descobrir como essa história termina é sentindo, no paladar, o sucesso da família Figueiredo. Por isso, neste mês de fevereiro, a curadoria da Veroo, junto de Seu Francisco, apresenta um café de aroma doce de caramelo, com leve toque cítrico e notas de chocolate. Uma bebida encorpada, que lembra crème brûlée, e que alcança 85 pontos na escala SCA. Um café feito para renovar as energias e celebrar quem sabe, de verdade, o que faz!

“O produtor de café profissional não trabalha para vender café caro. O propósito é produzir café em quantidade e qualidade”, afirma Francisco.